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COL consolida redes e fortalece a proteção integral de crianças e adolescentes no Vale do Sinos

19-12-19 | Sem categoria | admin |


O Projeto Articulando Redes de Proteção encerra seu ciclo com resultados expressivos para o fortalecimento das políticas públicas e da atuação intersetorial em defesa dos direitos de crianças e adolescentes na região do Vale do Sinos. Desenvolvido pelo Círculo Operário Leopoldense (COL), por meio do Centro de Defesa de Direitos Humanos (CDDH), com apoio do Criança Esperança, o projeto teve como objetivo prevenir violações de direitos, recompor direitos violados e qualificar o Sistema de Garantia de Direitos a partir da formação continuada, da articulação em rede e da mobilização social.

A iniciativa envolveu os municípios de Araricá, Nova Hartz, Ivoti, Nova Santa Rita, Dois Irmãos, Portão, Estância Velha, Campo Bom, Sapiranga, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Canoas, além de Presidente Lucena e São Jerônimo, mobilizando mais de 700 profissionais, gestores e representantes das redes locais de proteção.

Ao longo da execução, foram realizados encontros municipais, formações técnicas e espaços permanentes de articulação intersetorial, fortalecendo fluxos de atendimento, integrando serviços e qualificando as respostas às situações de violação de direitos.

Como parte desse processo, o projeto promoveu cinco Seminários Regionais do Vale do Sinos, com os seguintes temas:
• Lançamento da campanha “Não deixe nas sombras – proteja crianças e adolescentes”;
• Autolesão e suicídio;
• Violência sexual e o papel da rede na escuta protegida;
• Direito à participação de crianças e adolescentes;
• Articulação e fortalecimento das redes de proteção.

A campanha regional também contou com distribuição de materiais informativos e educativos, como cartazes, folders e conteúdos de sensibilização, ampliando o alcance das ações junto à comunidade e incentivando práticas de cuidado, prevenção da violência e educação não violenta.

Paralelamente, o CDDH manteve atuação ativa nos espaços de controle social, com representação nos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente, participação em mesas diretivas, comissões técnicas e plenárias intersetoriais, incidindo na qualificação das políticas públicas, no debate sobre orçamento público, serviços de acolhimento institucional e atendimento à população em situação de rua.

O encerramento deste ciclo consolida um legado importante: redes mais conectadas, profissionais mais preparados, parcerias fortalecidas e uma agenda regional que reconhece a proteção integral de crianças e adolescentes como prioridade permanente. Mais do que ações pontuais, o projeto reafirma que a garantia de direitos se constrói de forma coletiva, territorializada e colaborativa, fortalecendo a corresponsabilidade entre poder público, sociedade civil e comunidade.